ARQUITETURA CIVIL:
Antiga Estação Telegráfica
Localização: Rua Assis Chateaubriand, nº68 – Shopping Central Park.
Data de construção: Final do século XIX
Descrição: Conjunto com sobrado e anexo. O sobrado apresenta planta retangular, desenvolvida em dois pavimentos. Planta com corredor lateral e escada transversal. Sótão iluminado por janelas laterais. Balaustrada de tábuas recortadas guarnecem o sótão e escadas, o anexo é térreo. As fachadas do sobrado são emolduradas por cunhais e cornija e subdivididas em dois pavimentos por um friso em relevo.
Tipo de proteção: (Iphan /Ipac)
Casa da Lenha
Localização: Rua Virgílio Damásio, nº66/72 – Porto da Lenha (atualmente sede da Secretaria de Turismo)
Data de construção: Início do século XIX
Descrição: Edifício de planta retangular. Fachadas emolduradas por cunhais e cornijas e vazadas por portas e janelas em guilhotina, com folhas de segurança internas. Vergas em arco abatido, em todos os vãos.
Tipo de proteção: (Iphan /Ipac)
Casa de Câmara e Cadeia
Localização: Praça Pero de Campos Tourinho-Cidade Histórica.
Data de construção: Final do século XVIII
Descrição: Edifício de planta retangular desenvolvido em dois pavimentos. Fachada flanqueadas por cunhais arrematadas por grandes coruchéus . Frontispício apresenta, no térreo, uma porta central e quatro janelas guarnecidas por grades de ferro e, no pavimento superior, janelas com caixilharia em guilhotina.
Tipo de proteção: (Iphan /Ipac)
Solar dos Martírios
Localização: Rua Marechal Deodoro, nº228 - Pacatá.
Data de construção: Meados do século XIX
Descrição: Casa térrea, com planta em forma de paralelogramo, com sótão. Na parte posterior, existe um apêndice de serviços, articulado com o corpo da casa por uma varanda em L. Fachadas enquadradas por cunhais e cornija, com vãos em arco pleno e cercaduras de argamassa.
Tipo de proteção: (Iphan /Ipac)
Sobrado à Rua Portugal
Localização: Av. Portugal, nº532.
Data de construção: Início do século XIX
Descrição: Sobrado desenvolvido em dois pisos. Planta retangular. Fachada, emoldurada por cunhais e cornija, com três portas no térreo, superposta por igual número de janelas.
Tipo de proteção: (Iphan /Ipac)
Sítio Histórico de Porto Seguro
Descrição: Um dos cenários da primeira visão do brasileiro pelos integrantes da frota de Cabral. É Monumento Nacional, por força do Decreto Federal de 18.04.1973.
Tipo de proteção: (Iphan /Ipac)
ARQUITETURA RELIGIOSA:
Igreja de São Miguel
Localização: Praça do Divino Espírito Santo – Vila de Vale Verde
Data de construção: Meados do século XIX
Descrição: Arquitetura de valor principalmente ambiental, urbanística e volumetricamente importante. Constituída por nave, capela-mor e sacristia. Frontispício do tipo empena, branco, com janelas, vazado por uma porta central com verga abaulada e dois vãos sineiros ao nível do coro.
Tipo de Proteção: (Iphan /Ipac)
Igreja da Misericórdia
Localização: Praça Senhor dos Passos-Centro Histórico.
Data de construção: Final do século XVIII
Descrição: Edifício de nave única com sacristia transversal, superposta por consistório, no 1º andar. Fachada principal, emoldurada por cunhais e cornija, possuindo uma única porta, encimada por janela de coro em guilhotina. As janelas da sacristia e do coro são do tipo conversadeira.
Tipo de Proteção: (Iphan /Ipac)
Igreja do Outeiro da Glória
Localização: Outeiro da Glória
Data de construção: início do século XVI
Descrição: Ruínas de interesse histórico, de uma capela provavelmente construída em 1504 por franciscanos. Começou a arruinar-se a partir de 1730.
Tipo de Proteção: (Iphan /Ipac)
Matriz de Nossa Senhora da Pena
Localização: Praça Pero de Campos Tourinho – Cidade Histórica
Data de construção: Final do século XVIII
Descrição: Edifício constituído de nave, capela-mor, uma sacristia e torre sineira, atarracada. Uma escada externa dá acesso ao coro e à torre. O frontispício reflete a disposição em planta. A torre com duas janelas sineiras, em arcos plenos, possui terminação piramidal e é revestida em louça.
Tipo de Proteção: (Iphan /Ipac)
GRUPO DE TEATRO:
Academia de Dança Dionei Alencar
End: Centro de Cultura
CEP: 45.810.000
Tel: (73) 3288.1975
Responsável: Dionei Alencar
Horário de funcionamento: Diariamente das 08h às 20h.
FILARMÔNICA:
02 de Julho
ARTESÃOS:
Associação CRT - Conselho Regional do Turismo
End: Oca do Sebrae, Praça da Bandeira.
CEP: 45.810.000
Tel: (73) 3268.1390
GASTRONOMIA TÍPICA DO MUNICIPIO:
Beiju de Tapioca
Descritivo: Espreme-se a massa da mandioca, retira-se a goma e põe-se para secar. Em seguida, peneira-se e faz o beiju colocando coco, açúcar, cravo e canela.Enrola-se na folha de banana e põe para assar no forno de lenha.
Canjica de Milho Verde
Descritivo: Para se obter uma canjica consistente, rala-se o coco, passando-os por uma peneira para extrair o líquido que irá para o fogo. Em seguida, coloca-se cravo e canela, açúcar e sal, levando ao fogo até que a canjica fique no ponto de corte.
Mariola
Descritivo: Trata-se de um doce feito com banana - prata bem madura e descascada. Põe para cozinhar com bastante açúcar, canela e cravo, depois, quando no ponto de cocada, despeja-se na forma, corta em pedaços e enrola em papel manteiga.
Moqueca de Fruta-Pão
Descritivo: Descasca-se e corta-se a fruta-pão em pedaços e cozinha-se com um pouco de sal. Escorre-se a água e tempera-se com camarão fresco, leite e dendê, levando ao fogo para cozinhar.
Sarapatel
Descritivo: Usa-se as tripas de porco que são aferventadas e cortadas bem miudinhas. Tempera-se com hortelã grosso e miúdo, bastante pimentão, tomate, cominho puro, sal, vinagre, massa de tomate, pimenta de cheiro inteira e picada e pedaços de carne de porco. Acrescenta-se ainda um pouco de sangue, refogando toda a mistura por alguns minutos.
Vatapá
Descritivo: Usa-se farinha de trigo ou pão, mistura com leite de coco, deixando à parte. Em uma panela, prepara-se o tempero: pimentão, cebola, coentro, cebolinha, tomate, camarão seco moído, camarão inteiro, dendê castanha de caju, amendoim torrado, tudo passado no liquidificador. Mistura-se com a farinha e/ou (pão amolecido no leite) e põe para cozinhar.
LENDAS:
Lenda da Índia Inaiá
Descrição: Conta a lenda que uma linda índia, rainha daqueles bosques que Deus para si ornamentou. O néctar mais doce, o canto mais suave e a juventude exalando por todos os poros, não são suficientes para enaltecer tão sublime criatura, que com a inocência mais pura banhava nua, num regato. O destino porém apresentava surpresas, visto que naquele exato momento, aportava em terra uma caravela com um homem que quebraria aquele encanto. O português caminha até o seio da floresta à procura de água para abastecer sua nau, quando se ofusca, estarrecido com tal maravilha....
Inaiá continua a banhar-se sem perceber, o espião oculto detrás de algumas folhagens. O português aproxima enquanto a índia, receosa, tenta se esconder. Inaiá percebe que suas intenções não são maldosas, porque seus olhos expressam bondade e após uma maior afinidade,se entendem. Andam de mãos dadas entre os bosques, deitam-se na relva fresca dos campos e se amam loucamente. Inaiá se apaixona perdidamente pelo português que a convida para ir embora para sua terra, muito longe, além mar.
Os dias e as noites foram vividos intensamente numa louca paixão, mas infelizmente, numa linda manhã ensolarada o inesperado acontece pois o português zarpa, deixando para trás aquela que a paixão fora ingrata. Quando a caravela se encontra em meio a barra, Inaiá de cima do outeiro não acredita no que vê, e desce desesperada correndo até a praia, mergulha nas águas tentando alcançar seu amado num esforço supremo. O cansaço a domina e em desespero, se afoga. Seu corpo é levado pelas águas do mar na liberdade em que os céus e a terra à imortalizam.
Lenda da Cova da Moça
Descrição: Havia um juiz, homem de cor. Transferido da capital para Porto Seguro, cujo nome era Chaves. Josefina, linda jovem ainda. Educada num convento em Salvador. Moça habilidosa, prendada, religiosa, era a mulher do juiz. A família do juiz, com quem vivia enquanto seu marido estava no interior, cobria-lhe de atenção e carinho.
Duquinha era irmão do juiz. Encantado com as virtudes da cunhada e apaixonando-se por ela, tenta seduzi-la, no qual é repelido.
Duquinha sentindo-se ferido criou um plano, amadureceu a idéia e subornando a criada com dinheiro, conseguiu por meio dela, saber se Josefina tinha algum sinal característico no corpo.
Dias depois, mandou um oficial de sua confiança procurar Josefina e pedir-lhe que mandasse alguns documentos, bem como viesse passar alguns dias com ele em Porto Seguro. A alegria invadiu o coração da jovem. A chegada foi uma maravilha. Beijos e abraços, selaram tão longa separação.
Juntamente com as correspondências estava uma carta anônima dizendo:
“ Caro Juiz”.
Sua mulher é uma desavergonhada ! Infame !
Sua mulher é uma vagabunda e não merece sua dedicação, pois está te traindo! Duvida ?
Pergunte-lhe, se tem um sinal bem no alto da coxa !”
Josefina atônita não consegue se expressar, então o ataque de ódio do marido começou; esbofeteou, bateu...bateu até que desfalecida, ela tombou a seus pés. Então o juiz amarrou-a pés e mãos atadas. Trancou-a no quarto aos cuidados de sinhá preta e a deixou entregue ao mais desolado cativeiro. A sinhá tratou de seus ferimentos, dava-lhe o que comer e até mesmo soltava-a quando o juiz saía.
O juiz se transformou numa fera e só se satisfazia quando espancava sua mulher até vê-la cair. Seus lindos cabelos foram raspados. A dor e o sofrimento mataram sua alma.
A sinhá preta ao ver tanto sofrimento da moça resolveu ajudá-la, dando-lhe um pouco de veneno. E a tragédia aconteceu. Josefina morreu.
No caminho novo, sepultaram seu corpo, já que aos suicidas não era dado o direito de ser enterrado em cemitério cristão.
Muito tempo se passou, já que isto aconteceu no ano de 1852 e ainda hoje a Cova da Moça, lenda para uns, lição para outros, é visitada por devotos que lhe levam flores. |